Nove campos, tudo em real, tudo vazio. Preencha com os seus números — ou com o que a agência te passou — e a resposta aparece aqui em cima, acompanhando a tela enquanto você desce. Ao lado de cada campo tem a referência de mercado, só como parâmetro: nada vem preenchido. O memorando abaixo é de onde essas referências saíram.
Preencha os nove campos.
O que chega de fora. Você só digita.
Referência: CPA puro de mercado fica entre R$ 200 e R$ 1.000. Num híbrido com revshare, entre R$ 40 e R$ 250.
Referência: 20% a 40%. Acima de 40% praticamente ninguém assina.
É o campo que mais muda a conta e o que quase nunca está claro no e-mail. O mesmo 35% pode custar o dobro conforme a resposta. Se o contrato não disser, vale a primeira opção — a mais cara para você.
Isso é da sua operação. Se você ainda não mediu, é a primeira coisa a medir — é o que decide tudo.
Referência: R$ 160, tirado do dado da SPA dividido pelas casas que o apostador usa em paralelo.
Não é quanto tempo até ele sumir — é a soma dos meses em que ele aposta. Referência: 4,4 no primeiro ano, cerca de 5,9 em dois anos.
Tudo em percentual do GGR. É o que sai antes de sobrar qualquer coisa para você.
Referência: 18%. Bônus de cadastro é proibido desde 2025; sobra reload e free bet.
Referência: 10% a 20%. Se a sua plataforma é própria, o número aqui é o custo dela, não zero.
Referência: 9,2%. Parece muito porque a taxa incide sobre o depósito, não sobre a receita: para cada R$ 1 que fica na casa, passam quase R$ 11 pelo Pix.
Referência: 6,6%. Reativação, free bet de retenção, ferramenta.
Até aqui a conta é por jogador. Preenchendo estes dois campos, ela vira dinheiro: quanto sai do seu bolso e quanto volta em cada mês.
Por mês. É o cheque que você manda para a agência.
Coloque 1 se for uma compra única. Coloque 12 se for comprar todo mês durante um ano.
O que sobrou acumulado, já descontando o CPA e o revshare. Quando a linha cruza o zero, o jogador pagou o que custou.
O que você já pôs menos o que já voltou. Enquanto a linha estiver abaixo do zero, é dinheiro seu parado na rua.
Salve a configuração de agora com um nome e monte quantos quiser — outra agência, outro CPA, outra premissa de operação. Cada cenário guarda os onze campos, então a comparação é sempre honesta.
Fica guardado só neste navegador, neste aparelho. Para levar embora, use o PDF ou o CSV — os dois saem com todos os cenários.
Sai com tudo que você preencheu e tudo que a mesa calculou — inclusive o mês a mês, se você tiver preenchido o passo 4.
O modelo tem 11 entradas. Quatro são dado de regulador ou de arquivamento na SEC, três são derivadas por aritmética explícita, e quatro são premissa de operação que não tenho auditada. A tabela separa as três coisas — porque a resposta inteira depende de quais linhas você aceita.
A âncora de receita é o relatório da SPA/MF do ano-calendário 2025: R$ 36,96 bilhões de GGR, R$ 220,6 bilhões depositados (hold de 16,7% sobre o depósito), 25,25 milhões de CPFs únicos no ano e 9,25 milhões de apostadores ativos por mês em média.
Dessas quatro linhas sai quase tudo. A razão 9,25/25,25 × 12 dá 4,40 meses ativos por apostador por ano — é ela que calibra a curva de retenção, e não um benchmark importado. O hold de 16,7% sobre depósito dá o multiplicador de R$ 5,99 de depósito para cada R$ 1,00 de GGR, que é o que transforma a taxa de Pix em uma linha grande. E o GGR por CPF por ano (R$ 1.464), dividido pelas 2,35 casas que o apostador brasileiro usa de fato, dá R$ 623 por casa por ano — o teto de gravidade contra o qual todo o resto tem que se justificar.
| Entrada | Valor | Origem | Ancoragem |
|---|---|---|---|
| GGR por ativo/mês na minha casa | R$ 160 | premissa | Consistente com R$ 623/casa/ano (SPA ÷ 2,35 casas). A entrada mais perigosa do modelo. |
| Meses ativos, ano 1 | 4,33 | derivado | Curva t−0,70 calibrada contra os 4,40 da SPA/MF 2025. |
| Hold sobre depósito | 16,7% | auditado | SPA/MF: R$ 36,96 bi ÷ R$ 220,6 bi. |
| Depósito por R$ 1 de GGR | R$ 5,99 | derivado | 1 ÷ 0,167. |
| Bônus e promoção | 18% do GGR | premissa | Bônus de cadastro proibido (Portaria SPA/MF 1.231/2024, multa R$ 50 mil/dia); sobra reload e free bet. |
| Plataforma / white label | 15% do GGR | premissa | Faixa de mercado 10–20%. Não tenho contrato auditado. Alguns cobram sobre NGR, o que muda a conta. |
| Pix entrada / saída / MED | 1,0% / 0,4% / 0,2% | premissa | Sobre volume, não sobre GGR. Pix é irrevogável: não há chargeback, só MED. |
| CRM e retenção | 8% do NGR | premissa | Reativação, free bet de retenção, ferramenta. |
| FTD lixo (fraude, duplicata, incentivado) | 8% | premissa | Com 50% de clawback nos detectados dentro da janela de qualificação. |
| Concentração (top 1% da receita) | 37,4% | auditado | Patterns of Play, GB: 139.152 contas, 7 operadores, 12 meses. |
| Prazo de pagamento ao afiliado | 30 dias | auditado | Gambling.com Group, 20-F: faturas liquidadas em 30–45 dias. |
Buraco de evidência declarado. Não existe, no material auditado, um CPA de afiliado específico do Brasil. Os únicos CPAs por FTD publicados e conferidos contra a fonte primária são da Codere Online, cujos mercados são México, Espanha, Colômbia, Panamá e Buenos Aires — o Brasil é listado como mercado de expansão onde a empresa não opera. Por isso o CPA aqui não é premissa: é a variável que o modelo resolve.
Antes de discutir quantos meses o jogador fica, é preciso saber quanto vale um mês dele. A linha que quase todo modelo de bet subestima está aqui embaixo.
| Linha | R$ | % do GGR | Nota |
|---|---|---|---|
| GGR | 1,000 | 100,0% | Apostado − prêmios |
| − Bônus e promoção | −0,180 | −18,0% | Chega ao NGR |
| = NGR | 0,820 | 82,0% | |
| − Plataforma | −0,150 | −15,0% | White label sobre GGR |
| − Pagamento | −0,092 | −9,2% | R$ 5,99 entram e R$ 4,99 saem para cada R$ 1 que fica |
| − CRM e retenção | −0,066 | −6,6% | 8% do NGR |
| = Contribuição | 0,513 | 51,3% | Antes do custo de aquisição |
A linha de pagamento é a armadilha. Uma taxa de 1% soa desprezível até você lembrar que ela incide sobre o depósito, não sobre a receita. Com hold de 16,7%, cada R$ 1,00 de GGR exige R$ 5,99 de depósito e devolve R$ 4,99 em saques. A conta de 1% + 0,4% + 0,2% vira 9,2% do GGR — sozinha, quase dois terços do que a plataforma cobra, e mais do que o orçamento inteiro de CRM. Um modelo que trata Pix como custo de 1% erra a contribuição em oito pontos percentuais.
Duas curvas governam o resultado, e as duas são cruéis: a retenção decai em lei de potência, e a receita se concentra em uma cauda tão fina que a média deixa de descrever qualquer jogador real.
A curva de sobrevivência é r(t) = t−0,70, escolhida por um motivo só: ela reproduz os 4,40 meses ativos por ano que caem do relatório da SPA/MF. Ela entrega 61,6% ativos no mês 2, 28,5% no mês 6, 17,6% no mês 12 e 10,8% no mês 24 — mais conservadora que os 80% de retenção anual que a DraftKings publicou nos EUA, e coerente com Portugal, onde o regulador reporta que apenas 24,3% da base registrada jogou no trimestre e os cancelamentos superaram os cadastros novos.
A concentração vem do maior conjunto de dados de conta já publicado: 139.152 contas reais de sete operadores britânicos ao longo de doze meses. Ajustei a ela uma lognormal com massa em zero — 25,5% dos FTDs nascem mortos, o resto segue lognormal com σ = 1,91. O ajuste reproduz o topo quase exatamente.
Participação na receita total por faixa de jogador. Barra sólida = dado observado; contorno = modelo ajustado.
O que essa distribuição significa em uma safra de 1.000 FTDs comprados: os dez maiores respondem por 36% de toda a receita (podendo ser 25% ou 52%, dependendo da safra), 29% dos FTDs geram praticamente zero, e — o número que reorganiza a decisão inteira — o FTD mediano gera R$ 40 de contribuição em 24 meses, contra uma média de R$ 447. A mediana é 9% da média. O coeficiente de variação individual é 6,86.
É por isso que "LTV maior que CPA" é uma frase perigosa. O CPA é cobrado por cabeça, uniformemente. O LTV chega concentrado em uma cauda que você pode simplesmente não sortear.
Tudo abaixo sai do mesmo motor: contribuição de 51,3% do GGR, R$ 160 por ativo/mês, curva t−0,70, 8% de lixo com metade recuperada.
Payback em 6 meses: CPA de R$ 241. Em 12 meses: R$ 341. Em 24 meses: R$ 466. Descontando capital a 15% ao ano, o teto de 24 meses cai para R$ 424.
Onde a curva cruza a linha do CPA, aquele CPA se pagou. Escala em reais por FTD comprado.
O contraste é a notícia. Os CPAs internacionais auditados — Codere Online, € 166 no 4T2025 e € 200 no 2T2026, com pico de € 250 — equivalem a R$ 1.004 a R$ 1.513. Estão fora da escala do gráfico acima, entre duas e três vezes o teto brasileiro. Nesse patamar, os 24 meses devolvem entre 39% e 47% do CPA.
R$ 466 no cenário base, e a faixa defensável é R$ 226 a R$ 905 conforme a operação. Como referência de segurança, use R$ 300–350: é onde o payback fecha em 10 a 13 meses e a safra sobrevive ao azar.
| Cenário | Configuração | 6 meses | 12 meses | 24 meses | 24m a 15% a.a. |
|---|---|---|---|---|---|
| Pessimista | R$ 120/ativo · plataforma 18% · lixo 12% · retenção pior | 132 | 176 | 226 | 208 |
| Base | R$ 160/ativo · plataforma 15% · lixo 8% | 241 | 341 | 466 | 424 |
| Otimista | R$ 210/ativo · plataforma 11% · lixo 5% · retenção melhor | 421 | 626 | 905 | 817 |
A checagem cruzada que fecha o argumento. A Codere reporta € 114 de NGR por ativo por mês no 4T2025 e € 134 no 2T2026 — R$ 690 a R$ 810. O NGR por ativo/mês do modelo brasileiro é R$ 131. A razão é 5,3 vezes. Deflacionando o CPA da Codere por essa razão de ARPU, o equivalente brasileiro dos € 166–250 dela é R$ 191 a R$ 288.
Duas rotas independentes — construção pela cascata brasileira e deflação do benchmark espanhol-mexicano — pousam na mesma faixa de duas a três centenas de reais. É o resultado mais robusto deste memorando.
Comprando 1.000 FTDs por mês a CPA de R$ 400: o caixa acumulado afunda R$ 1,61 milhão, o fundo é no mês 17, o caixa volta a zero no mês 46 e a empresa passa 44 meses no vermelho. A R$ 500, nunca sai.
Horizonte de 60 meses. O afiliado é pago com 30 dias de prazo, o que dá o pequeno pico positivo do mês 1.
| CPA | 500 FTD/mês | 1.000 | 2.500 | 5.000 | Mês do fundo | Caixa zera | Meses no vermelho |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| R$ 250 | 0,11 | 0,22 | 0,55 | 1,10 | 6 | 12 | 10 |
| R$ 300 | 0,26 | 0,52 | 1,30 | 2,60 | 9 | 18 | 16 |
| R$ 350 | 0,49 | 0,97 | 2,43 | 4,85 | 12 | 27 | 25 |
| R$ 400 | 0,80 | 1,61 | 4,02 | 8,04 | 17 | 46 | 44 |
| R$ 450 | 1,24 | 2,47 | 6,18 | 12,35 | 22 | nunca | > 60 |
| R$ 500 | 2,37 | 4,74 | 11,85 | 23,70 | nunca estabiliza | nunca | > 60 |
| R$ 1.000 | 16,5 | 33,1 | 82,7 | 165,3 | diverge | nunca | > 60 |
Há uma não-linearidade cruel entre R$ 450 e R$ 500. Abaixo de R$ 466, o fluxo mensal em regime eventualmente vira positivo e o vale tem fundo. Acima, cada coorte nova custa mais do que todas as coortes vivas devolvem, e o vale deixa de ter fundo — quanto mais tempo você opera, mais fundo ele fica. Não é um problema de capital de giro; é uma máquina de destruir caixa que só para quando você para de comprar.
Note também o que o vale não inclui: plataforma, licença e time foram excluídos como custo afundado por instrução, e o imposto foi ignorado. Com os 12% sobre GGR da Lei 14.790, a contribuição cai de 51,3% para 39,3% e todos os tetos de CPA caem cerca de 23% — o teto de 24 meses vai de R$ 466 para R$ 357.
Com CPA no ponto de equilíbrio da média (R$ 466), a chance de prejuízo é de 55% a 65% — em qualquer tamanho de safra. A escala não resolve, porque o problema não é ruído: é que a mediana está muito abaixo da média.
20 mil simulações por ponto, sorteando o multiplicador de valor de cada FTD da distribuição ajustada.
| Safra | p5 | mediana | p95 | P(prejuízo) a CPA 300 | a CPA 400 | a CPA 466 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 100 FTDs | R$ 206 | R$ 382 | R$ 890 | 23,0% | 50,5% | 64,6% |
| 500 | R$ 303 | R$ 421 | R$ 665 | 2,4% | 34,6% | 60,2% |
| 1.000 | R$ 335 | R$ 430 | R$ 605 | 0,2% | 23,5% | 60,8% |
| 5.000 | R$ 389 | R$ 442 | R$ 525 | 0,0% | 4,0% | 55,2% |
| 20.000 | R$ 416 | R$ 445 | R$ 486 | 0,0% | 0,0% | ~55% |
Por que a escala não salva no ponto de equilíbrio. A média da safra converge para R$ 447 conforme N cresce — mas ela converge por baixo, porque a distribuição é assimétrica à direita. A média amostral fica abaixo da média verdadeira na maioria das safras, e só é puxada para cima nas poucas em que cai um whale grande. Precificar o CPA exatamente na média é comprar um bilhete em que a maioria dos sorteios perde pouco e a minoria ganha muito. Como CFO você não recebe o valor esperado: recebe uma realização.
O corolário operacional é que a folga entre o CPA e o teto é o único seguro que existe, e ela precisa ser grande: 25 a 35% abaixo do teto de 24 meses. Testar afiliado novo com 100 FTDs, prática padrão, tem metade de chance de dar prejuízo a CPA de R$ 400 mesmo quando a economia é boa — o teste não mede o afiliado, mede o sorteio. Para separar afiliado bom de ruim é preciso de 2.500 a 5.000 FTDs por parceiro, ou medir qualidade por proxy (taxa de segundo depósito, ticket médio no mês 1) em vez de receita realizada.
A pergunta mais importante do memorando, porque define onde vale gastar due diligence antes de assinar contrato com afiliado.
Duas premissas viram o sinal dentro de 20%. As outras seis não chegam perto — precisam mudar 44% ou mais.
| Premissa | Base | Zera em | Variação | Leitura |
|---|---|---|---|---|
| GGR por ativo/mês | R$ 160 | R$ 137 | −14% | Vira o sinal. E é a única premissa vermelha grande que não tem fonte auditada. Uma queda de 14% no ARPU apaga o lucro inteiro. |
| Decaimento da retenção (α) | 0,700 | 0,794 | +13% | Vira o sinal. Equivale a cair de 4,33 para 3,88 meses ativos no ano 1 — meio mês. |
| Bônus e promoção | 18% | 25,9% | +44% | Aguenta. Mas o mercado mostrou o oposto: cortar promoção derruba receita (Entain: NGR BR −25% com apostas +10%). |
| Taxa de plataforma | 15% | 22,2% | +48% | Aguenta dentro da faixa 10–20% do mercado. Negociar de 15% para 12% vale R$ 26 de CPA a mais. |
| Hold sobre depósito | 16,7% | 9,5% | −43% | Aguenta, e é auditado. Hold menor machuca por dois lados: menos GGR e mais taxa de Pix por real retido. |
| CRM e retenção | 8% NGR | 16,8% | +110% | Folgado. Há espaço para gastar mais em retenção se isso mover a curva α. |
| Taxa de Pix na entrada | 1,0% | 2,2% | +121% | Folgado, mas grande em nível absoluto: cada 0,1% vale ~R$ 5 de CPA. |
| FTD lixo / fraude | 8% | 30,0% | +275% | Robusto. Fraude de afiliado destrói o resultado por outro caminho — inflando o volume que você paga — não pela margem. |
A conclusão de gestão é desconfortável. As duas premissas que viram o sinal são exatamente as duas que você não controla e não consegue medir antes de gastar: quanto o jogador brasileiro perde por mês na sua casa, e quanto tempo ele fica. Tudo que é negociável — plataforma, PSP, ferramenta de CRM — é robusto a choques de 20% e não decide nada.
Por isso a due diligence que importa não é a planilha de custo. É rodar uma safra piloto de 2.500 a 5.000 FTDs, medir os R$ 160 e o α contra o real, e só então fixar o CPA de contrato. Comprar volume grande antes de ter esses dois números medidos é apostar a empresa em duas premissas sem fonte.
A mesma aritmética que condena o CPA de mercado explica um fato observável nos relatórios dos afiliados listados — e aponta a estrutura de contrato que resolve o problema.
A Better Collective, maior afiliado do mundo, coloca hoje 70% a 81% dos seus novos depositantes em revenue share, não em CPA. Isso costuma ser lido como preferência do afiliado. A aritmética sugere a outra metade da explicação: no Brasil o operador não consegue pagar CPA.
| Estrutura | Custo 24m | Lucro 24m | CPA equivalente | Caixa em risco |
|---|---|---|---|---|
| Revshare 20% do NGR | R$ 143 | +R$ 304 | R$ 149 | zero |
| Revshare 25% | R$ 179 | +R$ 268 | R$ 186 | zero |
| Revshare 35% | R$ 250 | +R$ 197 | R$ 261 | zero |
| Revshare 40% | R$ 286 | +R$ 161 | R$ 298 | zero |
| CPA R$ 400 | R$ 384 | +R$ 63 | R$ 400 | R$ 1,61 mi |
| CPA R$ 1.004 (Codere 4T25) | R$ 964 | −R$ 517 | R$ 1.004 | R$ 33 mi |
Um CPA de R$ 400 equivale, em valor nominal de 24 meses, a um revshare de 54% do NGR — patamar que nenhum operador assina. E o revshare tem três propriedades que o CPA não tem: é autoliquidável (você paga com receita realizada, não com capital), transfere a variância de whale para o afiliado (que agrega centenas de safras e diversifica o que você não consegue), e alinha qualidade — o afiliado que manda FTD lixo não recebe.
A recomendação que sai da aritmética, portanto, é uma estrutura em três camadas: revshare de 25% a 35% como padrão; híbrido com CPA reduzido de R$ 150 a R$ 250 mais 15% a 20% de revshare para o afiliado que exige adiantamento — desenho que a Gambling.com Group reporta em 37% dos seus contratos, contra 58% de CPA puro em 2023; e CPA puro só acima de R$ 350 quando houver dado próprio, de safra de 2.500 FTDs ou mais, provando que aquele afiliado específico entrega ARPU acima de R$ 160.
Ressalvas do modelo. (1) O multiplicador de valor é aplicado ao fluxo inteiro do jogador, o que assume que whale e jogador comum decaem no mesmo ritmo. Na prática o whale fica mais tempo, o que concentra ainda mais o LTV e aumenta a variância calculada aqui — as probabilidades de prejuízo do bloco 04 são piso, não teto. (2) A distribuição britânica de concentração foi transportada para o Brasil sem ajuste; é o melhor dado disponível, mas é dado de outro mercado. (3) Multi-homing está embutido no R$ 160 via a divisão por 2,35 casas, e é premissa, não medição. (4) Imposto e custo afundado foram excluídos por instrução — a operação real é pior que este modelo, não melhor.